Albufeira e Sesimbra com maior crescimento populacional

Assinalando o Dia da População, a análise dos dados do INE mostra que, nos últimos 35 anos, os concelhos de Albufeira e Sesimbra foram os que mais população ganharam, com um ritmo de crescimento médio anual acima de 2%.

Grupo Marktest,  11 julho 2017

Assinala-se hoje, dia 11 de Julho, o Dia Mundial da População, um motivo para analisarmos a dinâmica demográfica do país.

Os resultados dos Censos e estimativas da população do INE, disponíveis no sistema de geomarketing Sales Index da Marktest e na sua aplicação web Municípios Online revelam que, entre 1980 e 2015, apenas dois concelhos do país registaram um crescimento médio anual da sua população acima de 2%. Albufeira registou uma variação anual média de 2.5% e Sesimbra de 2.3%.

Santa Cruz (Madeira) e Mafra aproximaram-se daquele patamar, com 1.9% e Seixal e Benavente tiveram um crescimento médio de 1.8%.

No seu todo, o país cresceu apenas 0.1% em média, por ano, com 106 concelhos a registarem crescimento, 8 concelhos a permanecerem sem alterações médias anuais, enquanto a maioria, 195 concelhos, observaram um decréscimo populacional.

Este decréscimo foi mais evidente nos concelhos do interior, nomeadamente Alcoutim (-2.1%), Montalegre e Vimioso (-2%) assim como Vinhais, Carrazeda de Ansiães e Oleiros (-1.9%).

Em 2015, as mulheres constituíam a maioria da população (52.6%), mas essa regra não se aplicou em sete concelhos do país, sendo no Corvo que mais peso relativo tinha a população do sexo masculino (56.6%). Lajes das Flores, Azambuja, Grândola, Ribeira Grande, Calheta (Açores) e Velas também registam mais efetivos masculinos do que femininos.

Nestes 35 anos, o país passou de 9 818 400 para 10 341 330 residentes, tendo assim aumentado em 523 mil os seus efetivos. Mas a estrutura etária da população alterou-se, apresentando hoje uma média de idades bastante mais elevada.

Se, por exemplo em 1991, 36.3% da população tinha menos de 24 anos, em 2015 esse peso baixou para 24.8%, ao mesmo tempo em que aumentou o peso dos mais idosos (acima de 64 anos), que em 1991 representavam 13.6% da população e agora representam 20.7%, chegando a ultrapassar os 40% em concelhos como Alcoutim, Idanha-a-Nova, Vinhais, Penamacor ou Pampilhosa da Serra.

Números a ter em conta quando se reflete sobre a população e o impacto que a estrutura demográfica de algumas regiões tem para a sua sustentabilidade.

Os dados desta análise são publicados pelo INE e relativos ao ano 2015, estando disponíveis no sistema de geomarketing Sales Index da Marktest e na sua aplicação web Municípios Onilne. Contacte-nos para mais informações.

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