Tendências das respostas “não expressas” nas sondagens sobre intenção de voto realizadas na Marktest
Tendências das respostas “não expressas” nas sondagens sobre intenção de voto realizadas na Marktest
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Uma análise dos resultados brutos do Barómetro Político Marktest evidencia que o comportamento dos eleitores está a mudar rapidamente, aumentando o peso das respostas "não expressas".
Grupo Marktest
9 abril 2013

Nas sondagens regulares que a Marktest realiza há mais de duas dezenas de anos, através do Barómetro Marktest de intenção de voto, e tendo em conta a metodologia seguida, são contabilizadas muitas respostas do tipo "votarei em branco", ou "não votarei", ou ainda a resposta refúgio de "não sabe" ou a frequente "recusa" em responder. São aquilo que podemos designar de respostas "não expressas" por não declararem uma intenção de voto num partido ou coligação.

Valerá a pena, para os menos familiarizados com a metodologia do Barómetro, consultar a ficha técnica do estudo. Recordamos que uma das mais importantes características da metodologia utilizada - diferente da dos painéis ou da dos estudos realizados sobre uma master sample pré construída - consiste em, mensalmente, renovar a amostra a partir de uma nova seleção de entrevistados. Não espanta, por isso, a elevada percentagem de inquiridos que, mensalmente, são incluídos nas classes de respostas atrás referidas, as quais não indicam expressamente um partido em que o entrevistado tenciona votar.

A forma como são tratados os resultados brutos obtidos, nomeadamente o facto de, na projeção final, a votação em "brancos e outros" ser fixa e ajustada ao valor das eleições imediatamente precedentes à sondagem, não tem permitido, na análise evolutiva das séries, acompanhar a tendência das respostas "não expressas".

Os gráficos que a seguir se apresentam, feitos com base nos resultados brutos, mostram a evolução, em percentagem, dessas respostas "não expressas" para os três últimos anos, ou seja, entre janeiro de 2010 e janeiro de 2013, período que engloba as eleições de junho de 2011. Para os meses em que o Barómetro não se realiza (nomeadamente nos meses de agosto e dezembro), e para não quebrar a série, foram feitas estimativas utilizando os valores médios dos meses contíguos.

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O Gráfico 1 mostra claramente que no Barómetro da Marktest sobre intenção de voto a intenção de votar em branco ou não votar tem vindo a aumentar desde o início de 2010, período a que corresponde a análise efetuada. Pode também notar-se que nos meses antes e após as eleições os valores obtidos baixam significativamente.

O Gráfico 2 mostra isoladamente as respostas "voto em branco" ou em "outros".

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Para retirar o efeito produzido pela ocorrência de eleições, fixámos dois períodos de 12 meses, um antes das eleições de junho de 2011 (maio 2010 a abril 2011), outro depois das eleições (setembro-2011 a ago 2012) e verificámos que, do primeiro para o segundo período, a percentagem média das respostas correspondentes a "outros/brancos" e "não voto" passa de 12.9% para 23.6%, isto é, quase que duplica (ver quadro resumo).

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A análise dos resultados do "Barómetro Marktest" para os últimos três anos mostra assim que o comportamento dos eleitores está a mudar rapidamente. Será de esperar que este comportamento possa vir a ter efeitos em próximos atos eleitorais podendo refletir-se no nível da abstenção, na percentagem de "voto branco", ou no voto de protesto, à semelhança do que aconteceu recentemente em Itália.

Consulte a Ficha Metodológica deste Barómetro ou contacte-nos para mais informações sobre este assunto.

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