Consegue imaginar o seu dia sem redes sociais?
Consegue imaginar o seu dia sem redes sociais?
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Alguns resultados do estudo Os Portugueses e as Redes Sociais 2023, da Marktest, num artigo da Marktest publicado recentemente no Meios & Publicidade.
Grupo Marktest
3 outubro 2023

Acordar. Pegar no telemóvel. Ler as notícias. Ver as tendências no Twitter (agora X). Responder às mensagens de WhatsApp, Messenger ou Telegram. Passar os olhos pelo Facebook. Ver o que se passa no Instagram. Chegar ao trabalho. Consultar o LinkedIn. Procurar inspiração no Pinterest. Terminar o dia. Ver mais um episódio da série preferida no Youtube. Fazer scroll no TikTok.

Se se identifica com estas rotinas, é um dos seis milhões e 286 mil portugueses que usam redes sociais 1, um número que equivale a 73.2% dos residentes no Continente com 15 e mais anos. Ou seja, quase três em cada quatro portugueses usam estas plataformas de comunicação, entretenimento e trabalho.

Acompanhar estes hábitos e detetar novas tendências no uso de redes sociais é algo que fazemos na Marktest há mais de 10 anos, porque entendemos que estes espaços de novas sociabilidades e consumos são importantes para as marcas e estas precisam de ferramentas que lhes permitam definir estratégias mais sustentadas de presença e comunicação neste ambiente.

Desde 2011 que o estudo Os Portugueses e as Redes Sociais acompanha o uso que os portugueses fazem destas plataformas e fornece-nos anualmente uma fotografia bastante detalhada do que se passa no nosso país.

E é com base nos mais recentes resultados do estudo que podemos ver que parece estarmos perante o despertar de um novo paradigma no uso de redes sociais em Portugal, com a quebra consistente do Facebook e o emergir de novas redes que vão ocupando cada vez mais a atenção dos utilizadores. Mas é ainda prematuro anunciar a morte do Facebook, pois é ainda a rede mais conhecida dos portugueses e aquela onde mais utilizadores têm conta.

O Instagram iniciou desde 2018 uma trajetória ascendente, conquistando utilizadores e fãs, que a identificam como a rede que mais gostam, a mais atual e a mais interessante, mas também a mais viciante. É possível por isso que, nos próximos anos, venha a ocupar o lugar que o Facebook ocupou no início deste percurso de adesão às redes sociais.

E devemos também mencionar o TikTok, a rede mais recente em análise e que tem mostrado um crescimento sistemático tanto em notoriedade como em penetração, com maior relevância no público mais jovem, que a identifica como a 3ª rede social de que mais gostam, a mais viciante e a 3ª que usam para ver vídeos ou seguir figuras públicas.

E para que usam os portugueses as redes sociais? Sobretudo para comunicar. Mas também para ler notícias, ver vídeos, seguir figuras públicas ou seguir marcas. Os dados mais recentes mostram, aliás, que o número de utilizadores que diz seguir figuras públicas ou marcas nas redes sociais é o mais alto desde 2016.

E como usam as redes sociais? Bem, o telemóvel é o equipamento de eleição e em todos os períodos horários. Fazem-no sobretudo ao serão e nos fins de semana, visitando-as várias vezes por dia, com a maioria a dizer que também publica várias vezes por dia. Em média, passam diariamente mais de hora e meia nestas plataformas.

Claro que, se analisarmos o perfil dos utilizadores, temos outro panorama, com os mais jovens a mostrar opiniões e hábitos muito próprios e por vezes muito diferentes da maioria.

As redes sociais são, pois, espaços muito relevantes na nossa vida, que usamos para estar perto dos amigos, ligados à família, em comunicação com os colegas. Ferramentas que usamos para encontrar inspiração, conhecer novos lugares e ideias, aprender, divertir-nos. Espaços onde podemos conhecer novos produtos e marcas, ler ou ouvir as experiências de outros consumidores, estar perto dos nossos ídolos ou acompanhar as últimas tendências dos mercados e dos temas que nos são próximos. Locais de confronto de ideias e opiniões, aos quais dedicamos por vezes muito tempo, mas sem os quais não imaginamos o nosso dia. E, sendo tão relevantes para nós, também o são para as marcas. E é para elas que desenvolvemos este estudo.

1 Fonte: Marktest, Bareme Internet 2023

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Esperança Afonso
Directora na Direcção de Marktest Consulting na Marktest

Artigo publicado no Meios & Publicidade no dia 28 de setembro de 2023

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