COVID-19: já nenhum concelho se encontra no nível máximo de risco
COVID-19: já nenhum concelho se encontra no nível máximo de risco
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A evolução favorável da pandemia, que se regista desde o início de fevereiro, já retirou do nível máximo de risco todos os concelhos do país. 8 permanecem no segundo nível de maior risco.
Grupo Marktest
9 março 2021

Segundo os Relatórios de Situação COVID-19 da Direção Geral da Saúde, até 7 de março de 2021, foram registados em Portugal um total de 810 459 casos confirmados da doença. Destes, 732 346 (ou seja, 90%), já recuperou, havendo um total de 16 565 óbitos, o que equivale a 2% do total de infetados. Os casos ativos são agora 61 548, o valor mais baixo dos últimos 4 meses.

Depois de um período de forte crescimento no número de novos casos assim como de internados, os números iniciaram uma nova trajetória descendente no final de janeiro, que se mantém até agora.

No dia 7 de março, existiam 1403 internados nos hospitais do SNS, dos quais 342 em Unidades de Cuidados Intensivos, menos de metade dos internados e quase metade dos internados em UCI do que há duas semanas. O número de internados corresponde a 2.3% do número de casos ativos e os que necessitam UCI representam 24.4% daqueles.

Os dados disponíveis evidenciam que, depois de um forte crescimento no número diário de novas infeções durante o mês de novembro para 5204, a média diária de novos casos baixou em dezembro para 3876 mas em janeiro voltou a subir, atingindo um máximo de 9861, duas vezes e meia o valor do mês precedente. A partir de fevereiro, voltamos a observar um decréscimo no número de novos casos diários, para 2808, que se prolonga pelos primeiros dias de março, com 786 casos, o valor mais baixo desde setembro de 2020.

O número médio diário de recuperados mais que quadruplicou em novembro (de 1059 para 4637), baixando depois para 3800 em dezembro. Em janeiro o valor subiu para 6313 e em fevereiro atingiu o máximo de 6638. Nos primeiros dias de março, situou-se em 1730, mais do dobro do que o número de novas infeções.

A mortalidade registou também um forte incremento em novembro, quase quadruplicando os valores de outubro, passando de uma média de 18 óbitos diários para 68. Em dezembro esta média voltou a subir para 77 e em janeiro atingiu os 187 óbitos por dia, o máximo até ao momento. Em fevereiro este número começou a baixar, ficando-se em 128 óbitos diários e na primeira semana de março o valor caiu para os 31 óbitos diários de média.

Neste momento, a região de Lisboa mantém-se como a que apresenta uma maior taxa de morbilidade (10 720 casos por 100 mil habitantes) e de mortalidade (243 óbitos por 100 mil habitantes), ao passo que a Madeira apresenta a maior taxa de incidência (31 novos casos por 100 mil habitantes) e o Alentejo a maior letalidade (3 óbitos por 100 casos confirmados).

Considerando o período de 17 de fevereiro a 2 de março de 2021, a maioria (273) dos concelhos do país encontram-se no grupo de risco moderado (abaixo de 240 novos casos por 100 mil habitantes), 27 concelhos estão no grupo de risco elevado (têm entre 240 e menos de 480 novos casos por 100 mil habitantes) e 8 estão no grupo de risco muito elevado (têm entre 480 e menos de 960 novos casos por 100 mil habitantes). Neste momento, nenhum dos 308 concelhos do país estão no grupo de risco extremamente elevado (960 ou mais novos casos por 100 mil habitantes).

Relativamente à situação verificada uma semana antes, registou-se uma diminuição da incidência em 255 concelhos e um aumento em 31, tendo 22 mantido inalterada essa taxa, que já era nula uma semana antes em 9 deles: Corvo, Lajes das Flores, Nordeste, Povoação, Santa Cruz da Graciosa, Santa Cruz das Flores, Velas, Vila Franca do Campo e Vila Velha de Ródão. No total, 15 concelhos não reportaram casos no último período em análise.

Esta análise foi realizada com base na informação divulgada pela Direção Geral da Saúde. Contacte-nos para mais informações sobre este assunto.

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