Imagem do Governo baixa mas ainda é positiva

Segundo os resultados do Barómetro Marktest/DN/TSF, os portugueses avaliam positivamente a actuação dos ministros que compõem o Governo, mas os valores têm baixado progressivamente desde Abril.

Grupo Marktest,  13 julho 2006

Os dados de Junho deste Barómetro vêm mostrar uma ligeira descida no que respeita ao valor médio do saldo de imagem dos ministros que compõem o Governo português. E essa descida tem sido sistemática desde Abril. Nesse mês, o conjunto dos ministros que compõem o Governo de Sócrates obtinham um saldo de imagem de 3.5%, tendo esse valor baixado para 1.5% em Maio e para 1.1% em Junho.

Este saldo de imagem corresponde ao saldo das respostas dos inquiridos que classificam positivamente a actuação dos ministros pelas que a classificam negativamente, ponderado pelo peso das respostas expressas, em percentagem.

O valor obtido em Junho, 1.1%, significa assim que as opiniões expressas pelos entrevistados se dividem, em termos médios, quase equitativamente entre os que avaliam positivamente a sua actuação (que constituem ainda assim a maioria) e os que a avaliam negativamente.

O Ministro da Saúde, António Correia de Campos manteve-se como membro do Governo com pior avaliação (-20.3%). Em sentido oposto e tal como em Maio, ficou Freitas do Amaral, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros (à data deste Barómetro) com um índice de 12.4%, indicando uma avaliação positiva da sua actuação.

A classificação de Jaime Lopes da Silva, ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural e Pescas, também foi negativa (-8.5%) ainda assim mais elevada do que a obtida em Maio, quando não foi além de -11.5%.

Vieira da Silva, ministro do Trabalho e Solidariedade Social, manteve a terceira pior classificação (-3.7%).

Também com avaliação negativa surge Maria de Lurdes Rodrigues com um índice de -2.3%, quando em Maio a sua classificação se situava acima da média (2.1%).

Alberto Costa, ministro da Justiça e Fernando Teixeira dos Santos, ministro de Estado e das Finanças, obtiveram em Junho um índice de imagem nulo, o que significa que a opinião dos que avaliaram positiva e negativamente estes ministros está absolutamente dividida.

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, e o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, chegaram a Junho com um índice de avaliação de 0.4% e 0.5%, respectivamente.

Acima do valor médio encontra-se Nunes Correia, ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, com um índice de avaliação de 1.4%.

Seguiram-se os ministros Pedro Silva Pereira e Augusto Santos Silva respectivamente ministro da Presidência e ministro dos Assuntos Parlamentares, com um índice de avaliação de 2.3% e 2.4%.

A quinta melhor avaliação foi atribuída a Isabel Pires de Lima (ministra da Cultura) e a Luís Amado, à data deste Barómetro ministro da Defesa Nacional, ambos com 4.7%.

O Primeiro-Ministro José Sócrates ocupou em Junho o quarto lugar, com um índice de 6.4%, regressando assim a valores próximos dos obtidos em Abril.

António Costa, ministro de Estado e da Administração Interna, manteve a terceira melhor classificação, com 8.8%.

Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior manteve em Junho, com um índice de 9.8%, a segunda posição obtida em Maio.

Freitas do Amaral, à data deste Barómetro ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros foi assim aquele que obteve a melhor classificação, com um índice de avaliação de 12.4% (o que representou uma subida de 3.6% relativamente a Maio).

Veja a Ficha Metodológica do Barómetro Marktest/DN/TSF e consulte-nos para mais informações sobre este assunto.

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