O tabagismo em foco

Segundo os resultados de um estudo realizado pela Novadir junto dos médicos portugueses, as consultas de cessação tabágica e a divulgação de mensagens de sensibilização são as formas que melhor poderão ajudar a deixar de fumar.

Novadir,  27 abril 2007

O hábito de fumar (tabagismo) - acto voluntário de inalar o fumo da queima do tabaco - independentemente da qualidade, quantidade ou frequência, constitui a causa mais importante de mortalidade evitável nos países desenvolvidos. O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilião e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumadores.

Consultas de cessação tabágica e divulgação de mensagens de sensibilização: formas que melhor poderão ajudar as pessoas a deixar de fumar

Segundo dados e pesquisas da OMS, aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo são fumadores. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumadores constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o hábito de fumar. O total de mortes devido ao hábito de fumar, 4,9 milhões de mortes/ano, corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Na Europa, o fumo do tabaco é responsável por um milhão e 200 mil mortes anuais, prevendo-se que, em 2020, este número ascenda a dois milhões.

Num inquérito, realizado pela Novadir, junto de médicos especialistas em Clinica Geral, Cardiologia e Medicina Interna, são apontadas como principais medidas para deixar de fumar as que se prendem com a informação e aconselhamento, nomeadamente "consultas de cessação tabágica", referidas por quase metade dos inquiridos (46%)" e "divulgação de mensagens de sensibilização juntos dos doentes/utentes" (40%).

Cancro do Pulmão e outras doenças do foro respiratório são as principais doenças associadas ao hábito de fumar

De acordo como Prof. Fernando Pádua, presidente do Instituto Nacional de Medicina Preventiva, "Nunca é tarde para deixar de fumar. Vale a pena, tem-se tudo a ganhar. Devemos tentar sozinhos, mas se não conseguirmos devemos pedir ajuda." No seguimento de toda uma política de sensibilização e aconselhamento sobre a cessação tabágica, foi criado um Programa de Prevenção e Tratamento do Tabagismo que, segundo Manuel Rosas da ARS Norte, deverá estar consolidado até ao final deste ano nesta sub-região de saúde. Este programa foi implementado em 2006 e já tem a funcionar 50 das 168 consultas de cessação tabágica previstas. Estudos epidemiológicos confirmam a associação entre o tabagismo e um terço de todos os casos de cancro, sendo que 90% são de cancro do pulmão.

Estes dados vão ao encontro da opinião da quase totalidade (93%) dos médicos especialistas inquiridos pela NOVADIR, segundo os quais o cancro do pulmão é a doença mais associada ao tabaco. A doença pulmonar obstrutiva crónica é a segunda doença mais referida pelos inquiridos, com cerca de 64% dos clínicos a associarem esta doença ao hábito de fumar.

Para mais informações sobre este estudo, contactar:
Novadir

Telf. +351 21 358 33 10



Ficha Técnica:

Estudo realizado pela Novadir, junto de uma amostra aleatória de 153 médicos que praticam Clínica Geral e Medicina Familiar, Cardiologia e Medicina Interna em Lisboa, Porto e Coimbra (para um intervalo de confiança de 95% o nível de erro é de ± 7.94 pp). A amostra foi ponderada para o universo. A selecção dos médicos foi aleatória a partir da base de dados médica da Novadir, realizada para os locais de trabalho - Centros de Saúde, Hospitais e consultórios. A informação foi recolhida por entrevista pessoal (F2F), entre os dias 08 de Março e 02 de Abril de 2007.

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