Portugueses dizem poupar menos

Segundo os dados do estudo Basef Banca da Marktest, a maioria dos bancarizados diz não destinar nenhuma percentagem do seu rendimento à poupança e os que o fazem dizem que poupam menos que antes.

Grupo Marktest,  27 abril 2007

Os dados do ano 2006 do Basef Banca contabilizam 2 888 mil indivíduos que afirmaram não ter destinado nenhum montante dos seus rendimentos à poupança no último ano. Este valor corresponde a 39.7% do total de residentes no Continente com 15 e mais anos que possuem conta bancária.

Pelo contrário, os que afirmam destinar alguma percentagem dos seus rendimentos à poupança perfazem 2 456 milhares, ou 33.2% do total de bancarizados. Há ainda 27.7% deles que não sabe ou não responde a esta questão.

Entre os mais "poupados" contam-se os homens (38.3% dos que têm conta bancária diz poupar), os jovens entre os 25 e os 34 anos (45.1% deles - muito provavelmente com vista à aquisição de primeira habitação), os residentes na região do Grande Porto (37.5%) e os pertencentes à classe social alta e média alta (50.1%). Mas é na análise das ocupações que mais diferenças são encontradas, já que mais de metade (59.3%) dos quadros médios e superiores bancarizados diz poupar, face aos 19.2% das domésticas.

Por distritos, são os residentes em Viseu os que mais afirmam poupar, 36.6%, ao contrário dos residentes em Évora, onde 22.7% também poupa.

Numa análise mais detalhada com base nos indivíduos que dizem poupar algum montante dos seus rendimentos, vemos que a maioria, 56.2% diz também que, na evolução da sua poupança, tem poupado menos do que anteriormente. São 26.3% os que afirmam manter o seu nível de poupança (têm poupado o mesmo do que anteriormente), havendo 16.1% que diz poupar mais que antes.

Esta análise foi realizada com base nos resultados de 2006 do estudo Basef Banca da Marktest. O Basef Banca é um estudo regular da Marktest, lançado em 1989 e que tem por objectivo apoiar o marketing dos Bancos, fornecendo informação sobre os comportamentos, atitudes e opiniões dos consumidores efectivos e potenciais dos serviços financeiros destinados aos particulares. Estuda o universo constituído pelos indivíduos com idade igual ou superior a 15 anos, residentes em Portugal Continental. Contacte-nos para mais informações sobre este assunto.

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