O Grupo Marktest em 2006

Em entrevista à Marktest.com Notícias, Jorge Fonseca Ferreira, Administrador do Grupo Marktest, fala do ano em curso e dos projectos para 2007.

Grupo Marktest,  19 dezembro 2006

Mcom: Neste momento, em que o ano está a terminar, que avaliação faz do corrente ano no Grupo Marktest?

Jorge Fonseca Ferreira,
Administrador do Grupo Marktest
O Grupo Marktest teve em 2006 mais um ano em que foi possível desenvolver e consolidar os seus negócios em todas as áreas. Apesar de a economia portuguesa se manter em contraciclo económico, nomeadamente a área de media e publicidade, considero o ano de 2006 bastante positivo, pois globalmente atingimos os objectivos que nos propusemos: desenvolver o negócio em áreas chave como a banca, telecomunicações, grande distribuição, internet, clipping, área ad'hoc.

Mcom: Quais as principais linhas de desenvolvimento seguidas em 2006?

Em 2006 as grandes linhas de desenvolvimento foram manter o Grupo Marktest como 1º Grupo português de estudos de mercado, estar mais próximo dos clientes, reforçar áreas emergentes, mas estratégicas para o futuro (estudos ad'hoc, internet, Clipping) e criar condições, em diálogo com o mercado, para podermos introduzir fortes mudanças em 2007, quer ao nível do rigor e metodologias dos estudos, quer ao nível do serviço ao cliente.

Mcom: Que balanço faz dos principais projectos actualmente em desenvolvimento no Grupo Marktest (Precise, projectos na área da internet, estudos ad'hoc...)?

Estas áreas, juntamente com o clipping, são áreas emergentes dentro do Grupo Marktest. Apesar de para cada uma delas se colocarem questões diferenciadas, o certo é que são hoje uma certeza e demonstram bem o ecletismo e capacidade inovadora do Grupo em desenvolver com sucesso outras áreas que não as tradicionais. Hoje, a Novadir tem uma imagem de marca bem definida, com um posicionamento assente na qualidade, apesar de a área dos estudos ad'hoc ser muito competitiva.

Mcom: 2006 foi o ano de criação da Marktest Angola. Como estão a correr as coisas? Que tipo de estudos serão realizados pela empresa? Para quando se esperam os primeiros resultados?

A Marktest Angola é uma realidade. Com dificuldades ao longo de 2006, chegámos ao final do ano com a empresa com todas as condições para, logo desde Janeiro de 2007, começar a desenvolver estudos que o mercado angolano necessite e que as empresas nos solicitem. Nos últimos dois meses estamos já a formar quadros aqui em Portugal e a realizar um levantamento exaustivo de toda a Grande Luanda, que permita obter informação de base para desenhar amostras representativas e caracterizar a população quanto às variáveis sócio-demográficas.

Nesta área dos estudos de mercado, Angola está carenciada de empresas que realizem estudos credíveis. Por outro lado, o mercado em geral não tem ainda o hábito de se apoiar nesses estudos e utilizá-los no desenvolvimento de negócios. Grandes desafios esperam a Marktest Angola e o Grupo Marktest em 2007.Sabemos o que queremos fazer e temos uma estratégia para isso, sabemos que existem grandes expectativas da parte do mercado, daí que não nos será permitido falhar.

Em primeiro lugar, vamos desenvolver em Angola estudos na nossa área de core: estudos de medição de audiências e auditar os investimentos publicitários nos diferente media; queremos que exista informação credível para todos os meios e que a mesma possa ser utilizada com confiança pelos meios, agências e anunciantes. Sabemos que para isso teremos de investir muito em formação, mas essa é uma área que sabemos fazer bem.

Em segundo lugar, está previsto a realização de um grande estudo transversal de consumo e serviços.

Um terceiro objectivo é ter em Janeiro/Fevereiro a funcionar o sistema Adex, ou seja, a monitorização dos investimentos publicitários nos media.

Por último, queremos responder a todas as solicitações de estudos ad'hoc, sejam qualitativos, sejam quantitativos.

Mcom: Relativamente ao desenvolvimento internacional da Markdata, qual é o ponto de situação?

A Markdata é uma marca muito forte, tanto em termos internacionais como nacionais. É claramente a grande unidade de desenvolvimento do Grupo, que nos faz ser mais competitivos quer em Portugal quer lá fora. Estou certo que no futuro próximo ainda existirá uma maior visibilidade do grande trabalho que a Markdata tem feito e irá fazer.

Mcom: Que projectos de desenvolvimento tem o Grupo para o próximo ano?

2007 será um ano cheio de grandes desafios, quer técnicos, quer comerciais, dos quais destaco os seguintes:

- Afirmar e consolidar todas as áreas de negócio;
- Aumentar a satisfação dos clientes, percebendo as suas necessidades de informação e inovar em soluções para as mesmas;
- Inovar e desenvolver novas soluções técnicas, que permitam manter todo rigor e representatividade dos estudos da Marktest, que são cada vez mais uma referência no mercado português.

Vamos ter grandes desenvolvimentos técnicos e metodológicos na maioria dos estudos. Vamos ter novos estudos, como o TGI - Target Index Group . Vamos apostar forte em novas áreas, tais como o Precise (auditoria de preços na distribuição moderna) e na área da Internet, com o Netscope e o modelo SIM.NET, que irá trazer novas possibilidades de informação nestas áreas.

Vamos continuar a alargar e a desenvolver a área de Clipping, apostando na diferenciação qualitativa face à concorrência, com análise e cruzamentos qualitativos da informação.

2007 será assim, novamente, um ano de muitos desafios e respostas, pois é essa a exigência dos nossos clientes.

Arquivo de notícias

Clipping

ver mais

Em Agenda ver mais