COVID-19: maior incidência no Algarve
COVID-19: maior incidência no Algarve
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O Algarve é agora a região com maior taxa de incidência de COVID-19, enquanto o Alentejo permanece a de maior letalidade e a região de Lisboa da de maior morbilidade e mortalidade.
Grupo Marktest
6 abril 2021

Segundo os Relatórios de Situação COVID-19 da Direção Geral da Saúde, até 4 de abril de 2021, foram registados em Portugal um total de 823 494 casos confirmados da doença. Destes, 780 643 (ou seja, 94.8%), já recuperou, havendo um total de 16 885 óbitos, o que equivale a 2.1% do total de infetados. Os casos ativos são agora 25 966, o valor mais baixo dos últimos desde o início de outubro de 2020.

Depois de um período de forte crescimento no número de novos casos assim como de internados, os números iniciaram uma nova trajetória descendente no final de janeiro, que se mantém até agora.

No dia 4 de abril, existiam 536 internados nos hospitais do SNS, dos quais 112 em Unidades de Cuidados Intensivos, cerca de um terço dos valores observados 30 dias antes. O número de internados corresponde a 2.1% do número de casos ativos e os que necessitam UCI representam 20.9% daqueles.

Os dados disponíveis evidenciam que, depois de um forte crescimento no número diário de novas infeções durante o mês de novembro para 5204, a média diária de novos casos baixou em dezembro para 3876 mas em janeiro voltou a subir, atingindo um máximo de 9861, duas vezes e meia o valor do mês precedente. A partir de fevereiro, voltamos a observar um decréscimo no número de novos casos diários, para 2808, que se acentua durante o mês de março, com 560 casos, e se prolonga pelos primeiros dias de abril, com 295 casos, o valor mais baixo desde agosto de 2020.

O número médio diário de recuperados mais que quadruplicou em novembro (de 1059 para 4637), baixando depois para 3800 em dezembro. Em janeiro o valor subiu para 6313 e em fevereiro atingiu o máximo de 6638. Em março, este número situou-se em 1893, mais do triplo do número de novas infeções, e nos primeiros dias de abril está em 433.

A mortalidade registou também um forte incremento em novembro, quase quadruplicando os valores de outubro, passando de uma média de 18 óbitos diários para 68. Em dezembro esta média voltou a subir para 77 e em janeiro atingiu os 187 óbitos por dia, o máximo até ao momento. Em fevereiro este número começou a baixar, ficando-se em 128 óbitos diários e em março o valor caiu acentuadamente para os 16 óbitos diários de média, sendo de 7 o valor observado nos primeiros dias de abril.

Neste momento, a região de Lisboa mantém-se como a que apresenta uma maior taxa de morbilidade (10 904 casos por 100 mil habitantes) e de mortalidade (250 óbitos por 100 mil habitantes), ao passo que o Algarve apresenta agora a maior taxa de incidência (7 novos casos por 100 mil habitantes) e o Alentejo a maior letalidade (3 óbitos por 100 casos confirmados).

Considerando o período de 17 a 30 de março de 2021, a grande maioria (301) dos concelhos do país encontram-se no grupo de risco moderado (abaixo de 240 novos casos por 100 mil habitantes), 6 concelhos estão no grupo de risco elevado (têm entre 240 e menos de 480 novos casos por 100 mil habitantes) e 1 está no grupo de risco muito elevado (tem entre 480 e menos de 960 novos casos por 100 mil habitantes). Neste momento, nenhum dos 308 concelhos do país está no grupo de risco extremamente elevado (960 ou mais novos casos por 100 mil habitantes).

Relativamente à situação verificada uma semana antes, registou-se uma diminuição da incidência em 143 concelhos e um aumento em 101, tendo 64 mantido inalterada essa taxa, que já era nula uma semana antes em 32 deles. No total, 55 concelhos não reportaram casos no último período em análise.

Esta análise foi realizada com base na informação divulgada pela Direção Geral da Saúde. Contacte-nos para mais informações sobre este assunto.

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