População com ensino superior duplica mas analfabetização persiste

Embora a taxa de analfabetismo tenha reduzido em Portugal entre 1991 e 2001, o seu valor é ainda elevado, conforme indicam os resultados dos Censos do INE. Em Portugal, 11% da população (10 e mais anos) era analfabeta em 1991, passando esse valor para 9% em 2001. Pelo contrário, o número de pessoas com 21 e mais anos que concluíram o ensino superior duplicou neste período, passando de 4% em 1991 para 8.6% em 2001.

Em 2001, 37.8% dos residentes literados em Portugal tinham completado o 1º ciclo do ensino básico, 18.8% o 2º ciclo, 18.7% o 3º ciclo, 15% o ensino secundário e 8.9% da população completou o ensino superior.

Entre 1991 e 2001, o analfabetismo reduziu principalmente no Alentejo e no Algarve, -4.3% e -3.8% respectivamente. No entanto, são os concelhos do Alentejo que continuam a registar as maiores taxas de analfabetismo, fazendo com que esta região seja a que apresenta o maior valor do país, 15.9%, seguindo-se-lhe a Região Autónoma da Madeira com 15.3%. A região que continua a registar a taxa mais baixa do país, com valores muito abaixo do nacional, é Lisboa (5.7%), e o concelho Oeiras, com 3.7%.

Sem significativa discrepância regional, temos a proporção de população com ensino superior, que duplicou nestes últimos 10 anos em todas as regiões do país. As mulheres são as que têm maiores habilitações literárias, existindo 72 homens com curso superior por cada cem mulheres em idêntica situação. Já quanto aos mestrados e doutoramentos, é visível a supremacia dos homens. Por outro lado, são também as mulheres que registam maiores níveis de analfabetismo (quase o dobro dos homens), uma situação justificada pelo aumento do peso dos idosos, em especial do sexo feminino.



Taxa de Analfabetismo
2001 (%)


Nível de Ensino
2001 (%)



Fonte: INE, Censos 2001

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