O triunfo da Operação

No passado domingo dia 1 de Junho a RTP1 emitiu a última Gala da Operação Triunfo. Uma vez encontrado o vencedor, chegou a altura de fazer o balanço do programa.

Os domingos foram os dias escolhidos pela RTP1 para fazer a transmissão das Galas da Operação Triunfo, programa apresentado por Catarina Furtado. Desde o seu início até ao fim, foram emitidas 15 Galas. Através do e-telereport.com da MediaMonitor foi possível fazer uma análise detalhada da evolução das audiências destas Galas, que apresentamos de seguida.

O programa foi para o ar pela primeira vez no dia 16 de Fevereiro, sensivelmente às 21H30. Teve uma audiência média de 6.9%, o que corresponde aproximadamente a 649 mil telespectadores.

Ao longo das várias Galas emitidas, a receptividade por parte dos portugueses foi aumentando, como se pode verificar no quadro seguinte.

A Gala que obteve melhor audiência média foi a última (1 de Junho), com 9.9%, mas a que teve melhor share de audiência foi a penúltima (emissão onde se decidiram os 3 finalistas), com 32.6% de share.

Nota: no quadro estão assinaladas as emissões que obtiveram melhor audiência média (R a verde), melhor share (S a verde), pior audiência média (R a vermelho) e pior share (S a vermelho).

O comportamento dos portugueses na 1ª Gala e na última foi bastante diferente, como a seguir se demonstra.

A evolução da audiência média da 1ª Gala da Operação Triunfo está representada no gráfico seguinte:

Como podemos observar, a 1ª Gala apenas liderou as audiências durante um curto período. Ao longo de todo o início do programa, a TVI foi o canal líder, com a emissão de Saber Amar. Com o início do Herman SIC, a TVI viu as suas audiências baixarem ligeiramente mas continuando com valores superiores à Gala da Operação Triunfo. O programa Herman SIC dominou as audiências durante o resto da 1ª parte da Gala, assim como durante o intervalo (zona sombreada a cinzento) e o início da 2ª parte da Gala. A maior parte da audiência deste programa transferiu-se para a Gala da Operação Triunfo durante o seu intervalo (permitindo à RTP1 obter a liderança durante este período), voltando de seguida à SIC para a continuação do programa.

O comportamento da audiência durante a exibição da última Gala está representado no gráfico seguinte e ele regista uma tendência diferente da sua primeira emissão:

No início do programa, tanto a TVI (Jornal Nacional) como a SIC (Malucos do Riso) estão melhor posicionados do que a Operação Triunfo. Com o fim do Jornal Nacional (TVI), a maior parte das audiências transfere-se para a RTP1, para assistir à Gala durante o intervalo da TVI. Com o início da série portuguesa Ana e os Sete (TVI) a TVI recupera as audiências colocando-se muito perto da SIC que lidera novamente (primeiro com Malucos do Riso e depois com Herman SIC). A Operação Triunfo tem ainda um ponto alto em que lidera as audiências mesmo antes do início do seu segundo intervalo. Durante este segundo intervalo as audiências caem significativamente recuperando com o início da terceira parte da emissão. A RTP1 lidera as audiências ao longo de quase toda a terceira parte da última Gala da Operação Triunfo, altura em que seria decidido o grande vencedor.

Em termos de investimento publicitário associado às Galas da Operação Triunfo* observa-se que foram investidos perto de 7 milhões de euros (preços de tabela) em 2698 inserções publicitárias referentes às mais diversas marcas e categorias de produtos.

Fonte: Videotrack, MediaMonitor

A Linha Operação Triunfo foi a marca que mais investiu, logo seguida da Nokia (com cerca de 400.000 euros) e da Danone (351 mil euros).

* Nota: foram analisados os investimentos associados ao programa Operação Triunfo ao longo dos domingos que decorreram entre 16 de Fevereiro e 25 de Maio.



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