Alentejo com maior taxa de incidência e de letalidade de COVID-19
Alentejo com maior taxa de incidência e de letalidade de COVID-19
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Uma análise dos dados da DGS mostra que o Alentejo é, neste momento, a região que apresenta maior taxa de incidência e de letalidade de COVID-19.
Grupo Marktest
5 janeiro 2021

Segundo os Relatórios de Situação COVID-19 da Direção Geral da Saúde, até 3 de janeiro de 2021, foram registados em Portugal um total de 431 623 casos confirmados da doença. Destes, 344 419 (ou seja, 79.8%), já recuperou, havendo um total de 7196 óbitos, o que equivale a 1.7% do total de infetados. Os casos ativos totalizam 80 008.

Na mesma data, existiam 3171 internados nos hospitais do SNS, dos quais 510 em Unidades de Cuidados Intensivos. O número de internados corresponde a 4% do número de casos ativos e os que necessitam UCI representam 16.1% daqueles.

Estes indicadores evidenciam que, depois de um forte crescimento no número diário de novas infeções durante o mês de novembro, a média diária de novos casos baixou em dezembro e no início de janeiro, passando de 5204 em novembro para 3876 em dezembro e 3665 nos primeiros 3 dias de janeiro.

O número médio diário de recuperados mais que quadruplicou em novembro (de 1059 para 4637), baixando depois para 3800 em dezembro e 1917 nos primeiros 3 dias de janeiro.

A mortalidade registou também um forte incremento em novembro, quase quadruplicando os valores de outubro, passando de uma média de 18 óbitos diários para 68. Em dezembro esta média voltou a subir para 77 e nos primeiros dias de janeiro baixou ligeiramente, para 75 óbitos por dia.

Neste momento, a região Norte é a que apresenta uma maior taxa de morbilidade (6058 casos por 100 mil habitantes) e de mortalidade (92 óbitos por 100 mil habitantes) ao passo que o Alentejo é a região que apresenta uma maior taxa de incidência (54 novos casos por 100 mil habitantes) e de letalidade (2.1 óbitos por casos confirmados).

Quanto ao crescimento da doença nos vários concelhos do país, apenas 8 concelhos não registaram novos casos entre 14 e 27 de dezembro.

Em 165 concelhos observou-se uma melhoria da situação, com a taxa de incidência a baixar face ao período anterior (de 7 a 12 de dezembro). Em 11 concelhos a taxa de incidência manteve-se inalterada e em 124 concelhos aumentou.

Mação foi o concelho onde a taxa de incidência mais aumentou face ao período anterior, tendo passado de 112 para 973 novos casos por 100 mil habitantes. Em sentido oposto, Arronches, com casos reportados no anterior Boletim, não apresenta casos na última publicação. Em Almeida observou-se a maior recuperação, com o concelho a passar de 617 para 120 novos casos por 100 mil habitantes no período.

Entre os concelhos com casos no Boletim, Povoação, Vila do Porto e Porto Santo são os que registam uma incidência mais baixa, não atingindo os 20 novos casos por 100 mil habitantes.

Em sentido oposto, a maior taxa de incidência observa-se em Mourão, com mais de 3 mil novos casos por 100 mil habitantes, Mora, com mais de 2 mil novos casos por 100 mil habitantes, e Vidigueira, com 1942 novos casos por 100 mil habitantes.

Clique no mapa para visualizar os valores dos vários concelhos e na legenda para remover/adicionar concelhos de cada uma das regiões.

No total dos 308 concelhos do país, 85 encontram-se no grupo de risco moderado (abaixo de 240 novos casos por 100 mil habitantes), 123 concelhos estão no grupo de risco elevado (têm entre 240 e menos de 480 novos casos por 100 mil habitantes), 75 estão no grupo de risco muito elevado (têm entre 480 e menos de 960 novos casos por 100 mil habitantes) e 25 estão no grupo de risco extremamente elevado ( têm 960 ou mais novos casos por 100 mil habitantes).

Esta análise foi realizada com base na informação divulgada pela Direção Geral da Saúde. Contacte-nos para mais informações sobre este assunto.

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