O Grupo Marktest hoje

Grupo Marktest,  24 maio 2007

Marktest.com Notícias: Como foi o ano de 2006 para o Grupo Marktest?

Luís Queirós,
Presidente do Grupo Marktest
O ano de 2006 foi um bom ano para o Grupo Marktest. As vendas tiveram apenas uma ligeira progressão, mas, em contrapartida, conseguimos manter a taxa média de rentabilidade dos estudos.

O Grupo Marktest reparte a sua actividade por cinco empresas operacionais e a análise terá de ser diferenciada para cada uma delas. O sector dos estudos ad’hoc foi o mais penalizado pois é aquele onde existe uma concorrência mais forte, facto que tem levado a uma erosão dos preços e das margens. O sector da media e da publicidade, que constitui o nosso core business, encontra-se estável e já num estádio de maturidade; em consequência, tem crescimentos muito baixos e, por, motivo das concentrações, o número de clientes tende a diminuir. A qualidade e empenhamento dos colaboradores foram factores decisivos para conseguir os objectivos alcançados no ano transacto.

Mcom: Quais são os planos e objectivos para 2007?

Naturalmente que queremos continuar a crescer e a liderar.

Continuando uma política já de há longa data centrada na inovação, prestaremos uma atenção muito especial aos novos desenvolvimentos e à investigação, sempre com o objectivo de prestar um melhor serviço aos clientes.

Na área dos estudos de meios estamos a acompanhar os desenvolvimentos tecnológicos a nível internacional sobretudo na área de televisão onde as mudanças são mais rápidas. É um sector muito sensível e de regulamentação exigente onde se torna necessário congregar consensos sobre as decisões a tomar. Os nossos clientes sabem que estamos ao corrente das mais modernas tecnologias e que podemos adoptá-las logo que o mercado assim o deseje.

Mcom: Como vão os negócios em Angola?

Angola é um mercado atractivo pelas elevadas taxas de crescimento do PIB, mas é um mercado jovem, com carências de infra-estruturas e com os problemas organizacionais inerentes. A Marktest Angola foi o principal investimento do grupo em 2006 e já começa a dar frutos. Temos uma boa equipa, jovem mas muito motivada, e a empresa está a ganhar notoriedade no mercado e já tem uma boa carteira de clientes. A aposta é a liderança do mercado. Já em Junho próximo vamos apresentar ao mercado angolano os resultados do primeiro grande estudo de meios e produtos realizado na grande Luanda.

Mcom: E como vai a vertente internacional do negócio?

A Markdata é hoje uma empresa líder mundial na área do Media and Advertising Information Systems. Os negócios repartem-se entre a Europa, Estados Unidos e América Latina. Entre os parceiros contamos algumas das mais importantes e prestigiadas empresas mundiais, das quais destaco a Arbitron, nos EUA, o Ibope, na América Latina, a Mediametrie, em França, e a GFK, na Holanda, Bélgica e Ucrânia e, em breve, também na Roménia.

O 7.º Encontro Internacional da Markdata, realizado em Abril passado, em Madrid, que contou com mais de 50 clientes de cerca de 15 países, foi um importante sinal de vitalidade. Apresentámos nesse encontro os novos desenvolvimentos e os novos projectos entre os quais, o MAP (Markdata Apllication Protocol), um reporting generating tool e o Advisor, uma ferramenta de planeamento estratégico preparada para aceder a bases de audiência multimédia. Entretanto já se está a trabalhar na próxima release da MMW (Markdata Media Workstation).

Mcom: Já lá vão 5 anos desde a recomposição accionista do grupo. Prevê alterações para o futuro?

A opção tomada há cinco anos, que foi resultado de uma madura reflexão interna, revelou-se ter sido a mais correcta; estes cinco anos foram importantes para que o grupo se consolidasse e valorizasse. O relacionamento entre os accionistas nacionais e estrangeiros é o melhor.

A equipa de gestão está coesa e preparada para continuar a enfrentar os desafios do futuro. Eu próprio quero continuar a presidir aos destinos do grupo durante mais alguns anos. Mas não será difícil encontrar um sucessor quando for necessário ou conveniente, pois existem dentro do grupo pessoas altamente competentes e qualificadas para o lugar.

Mcom: A Marktest aparece, este ano, desvinculada do Prémio para a melhor comunicação a apresentar no Congresso da APODEMO; qual a razão?

A actual Direcção da APODEMO não aderiu à proposta aprovada no Conselho Executivo da Marktest Investimentos, de instituir, por um prazo de 5 anos, o “ Prémio Dra. Rosa Amaro” para a melhor apresentação no Congresso.

Sempre tivemos e mantemos uma forte relação com a APODEMO. São 5 empresas, de entre as do grupo e associadas, que fazem parte da associação; mas entendo que a APODEMO necessita de uma reflexão interna ao mais alto nível sobre a sua missão essencial: defender os interesses dos associados.

Mcom: Como vê o futuro da actividade ?

O nosso sector de actividade vai estar muito dependente da evolução da situação económica mundial e muito em particular do sector publicitário.

Paira um sinal de alerta amarelo sobre a economia mundial, para o médio e longo prazos, que resulta da instabilidade política e militar que se vive no Médio Oriente e das pressões que se advinham sobre o crescimento económico, tendo em conta sobretudo a escassez dos recursos energéticos, os problemas ambientais e a sustentabilidade dos regimes de segurança social.

Mas eu sinto que existe um clima de optimismo nas empresas e constato um forte crescimento dos negócios que é expresso nas contas das grandes multinacionais do sector. Também a economia portuguesa está a crescer agora mais depressa e parece estar a sair de um ciclo depressivo. São elementos encorajadores que nos levam a perspectivar um bom desenvolvimento dos negócios para os tempos mais próximos.

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