O Grupo Marktest em 2005

Grupo Marktest,  27 outubro 2005

Mcom: Estamos a terminar o ano de 2005 e a preparar o ano de 2006. Qual a avaliação que faz do ano corrente no Grupo Marktest ?

Luís Queirós,
Presidente do Grupo Marktest
O ano de 2005 está a decorrer de acordo com o planeamento inicial. Cada sector da empresa é diferente e enfrenta, por isso, problemas diferentes; mas, em termos gerais, o desempenho geral do Grupo tem sido muito positivo. O crescimento das vendas, entre 8% e 10%, está dentro daquilo que nós tínhamos previsto e esperamos, em 2005, manter ou aumentar ligeiramente a rentabilidade das vendas.

A nível internacional, a globalização e a concentração continuam; mas o espaço das empresas locais quando se posicionam na qualidade dos produtos e dos serviços, como é caso das nossas empresas, não está forçosamente ameaçado (Act global, think local, parece ser a nova palavra de ordem).

Em Portugal, as empresas do Grupo Marktest estão preparadas para continuar a liderar não só em vendas mas também em inovação e qualidade

Mcom: E que avaliação faz dos sectores onde o Grupo está a investir mais, como sejam o painel de consumo, a Internet e os estudos ad’hoc?

Comecemos então pelo painel de consumo... Os estudos no sector de distribuição e consumo, onde se insere o Painel de Consumidores, mereceram uma atenção muito especial por se tratar de uma área nova e muito concorrencial. Foram feitos progressos técnicos consideráveis, corrigiram-se erros passados, desenvolveu-se um software de elevada qualidade e performance: o Sinfony. Neste momento temos o melhor painel e o método de recolha mais rigoroso e objectivo. Em 2006 vamos dar passos importantes com vista à integração da informação de consumo com outras bases de dados. Trata-se de um sector de importância estratégica para o Grupo, onde vamos continuar a investir e a lutar pela liderança, até porque temos uma equipa excelente e fortemente motivada.

Ainda no sector da distribuição a Marktest consolidou um novo serviço, o PRECISE, que faz a auditoria de preços e promoções no retalho e que já conta com uma importante carteira de clientes.

Estamos atentos aos desenvolvimentos no sector de distribuição e também estamos a estudar a possibilidade de vir a oferecer outros serviços neste sector.

A área da Internet também mereceu e continuará a merecer uma atenção muito especial. A colaboração com a Weborama foi positiva, desenvolvemos uma solução conjunta, o site centric e user centric que se está a testar em Portugal. Apresentámos essa solução ao concurso da Audiweb, em Itália, a qual, apesar de não ter sido escolhida, foi seleccionada para uma short list final de três empresas . O factor preço ter-se-á sobreposto ao factor técnico na escolha final da Audiweb.

Assistimos, neste momento, a grandes movimentações a nível mundial sobre a Internet e estamos a estudar, tanto sob o ponto de vista técnico como do estratégico, qual a melhor forma de nos mantermos activos e intervenientes neste sector, tanto em Portugal como em outros países.

Finalmente, em relação aos estudos ad’hoc, não posso deixar de começar por referir a trágica perda da directora e fundadora da Novadir, a Dra Rosa Amaro, facto que muito abalou este sector, como não poderia deixar de ser. Apesar disso e da forte concorrência, nomeadamente da Metris/GFK e da Milward Brown, em 2005, a Novadir terá um crescimento muito alto e tem ambição de liderar, a prazo, este sector do mercado. A associação à Research International está a correr bem e os resultados começam a ver-se. A entrada de uma pessoa altamente experiente e qualificada, para dirigir a empresa, a Dra. Francisca Azevedo, é o sinal claro do grande impulso que o Grupo quer dar à Novadir .

Mcom: E sobre a situação internacional onde opera a Markdata?

A área do software onde a Markdata concorre e mantém uma destacada posição a nível mundial, está também a ser objecto das nossas atenções. O aparecimento de novas empresas e de novos concorrentes está a produzir alterações que nos obrigam a estar atentos e a adequar a nossa estratégia para acompanhar e responder a essas modificações.

A nova estacão de trabalho, a MMW, está a ter o sucesso esperado e constitui a demonstração da nossa capacidade em manter a liderança técnica sobre a concorrência.

Um dos objectivos para o curto prazo é o reforço das nossas posições naqueles países onde temos uma maior implantação, como sejam, na Europa, a França, a Bélgica e a Espanha. Em França, um dos primeiros mercados onde estamos presentes desde 1994, queremos reforçar a nossa ligação à Mediametrie, através da renovação dos contratos existentes e do desenvolvimento de novas ferramentas. Estamos agora em condições de poder iniciar os primeiros passos, para actuar de forma directa e independente no mercado francês. No Reino Unido, a unidade local da Markdata prepara-se para o estimulante desafio de concorrer no mercado de software mais complexo e exigente a nível mundial.

Na América Latina temos continuado uma política de aproximação e reforço da nossa aliança com o Ibope que, como é sabido, lidera os estudos de mídia naquela área do mundo.

Destaco ainda o trabalho muito positivo que tem sido feito com a Arbitron e que pode dar lugar a um estreitamento da parceria e duma maior presença da Markdata no mercado Norte-americano.

Mcom: E quais os projectos para 2006?

Para o próximo ano vamos continuar a trabalhar arduamente para consolidar a nossa posição de liderança, tanto a nível nacional como internacional. Para isso vamos continuar a investir nos sectores estratégicos para garantir um crescimento acima da média do mercado.

A decisão de criar uma unidade de investigação e desenvolvimento transversal às empresas do grupo insere-se na estratégia atrás enunciada de liderar nos estudos de mercado. Um Grupo forte como o nosso tem obrigação de investir em I&D. Acrescento que nesta decisão está também a motivação de defender e promover a inteligência portuguesa. Já temos seleccionada a pessoa para presidir a esta área e, até ao final do ano, vamos aprovar um programa de trabalho para ser desenvolvido nos próximos anos.

Ainda no âmbito das comemorações dos 25 anos do Grupo vamos realizar em Março de 2006 as Primeiras Jornadas Técnicas do grupo Marktest.

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