60 Anos de História do IBOPE

Em 1942, quando a Rádio era o grande meio de comunicação de massas no Brasil, o Ibope fez a sua primeira pesquisa de audiência. Conheça essa história, contada pelo próprio Instituto.



No ano de 1942, o Rádio era o grande meio de comunicação de massa no Brasil. Pelo rádio conhecia-se o mundo, mas o rádio não conhecia quem estava ouvindo as transmissões. Foi naquele ano que Auricélio Penteado, dono da Rádio Kosmos de São Paulo, decidiu aplicar no Brasil técnicas de pesquisa aprendidas nos Estados Unidos, com George Gallup, para saber como andava a audiência de sua emissora. Resultado: a Kosmos era a última no ranking de audiência do rádio. Auricélio Penteado percebeu que conhecia pouco de rádio, mas entendia muito de pesquisa.

O surgimento do IBOPE

Certo de que as pesquisas de audiência eram uma necessidade, Auricélio passou a buscar parceiros para a idéia. Os primeiros a "comprar" a idéia foram: Cícero Leuenroth, fundador da Standard Propaganda; João Alfredo Souza Ramos, da Agência Panam; Richard Penn, da Colgate-Palmolive; Bazílio Machado do Neto, da Associação Comercial de São Paulo; além de outros que colaboram com pequenas cotas de participação.

No dia 13 de maio de 1942 foi criado o IBOPE - Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, com o objetivo de realizar pesquisas sobre os hábitos, gostos e preferências do público, estudos de mercado, e manter um serviço de monitoramento de ouvintes de rádio em todas as horas do dia, apurando os índices de audiência de cada estação, com um rigor até então nunca conseguido.

Quando de sua criação, o IBOPE incorporou a empresa Cipex, especializada em levantamentos sobre a veiculação de anúncios nos diários São Paulo, Santos e Campinas. Por isso, o primeiro trabalho de interesse para o mercado, realizado no mesmo mês de fundação, foi o ranking dos principais anunciantes de jornais.

Em 1950 o fundador Auricélio Penteado deixa a direção do IBOPE e o comando da empresa passa para Paulo Tarso Montenegro, José Perigault, Guilherme Torres e Hairton Santos. Durante décadas, o Instituto aprimorou as técnicas de pesquisa e ganhou tal credibilidade que tornou o nome "ibope" sinônimo de prestígio, segundo o dicionário Aurélio.

Em 1977, com a morte de José Perigault, o comando da empresa passou para Paulo Montenegro, que convocou seus filhos Carlos Augusto Montenegro e Luiz Paulo Montenegro para ajudá-lo na tarefa de transformar o IBOPE no maior Grupo de Pesquisa de Mercado da América Latina.

O IBOPE e as ações sociais

Ao longo de 60 anos, o IBOPE sempre participou de ações sociais, mas em 2000 foi criado um instituto para dedicar-se a pesquisar temas ligados à sociedade brasileira.

Batizado de Instituto Paulo Montenegro a instituição não tem fins lucrativos e coordena as ações sociais do Grupo. O Instituto tem como foco a educação. Os projetos que estão sendo desenvolvidos pelo Instituto são: Nossa Escola Pesquisa sua Opinião, Analfabetismo Funcional e o RH Social.

O nome do Instituto foi escolhido em homenagem a um dos mais importantes dirigentes do IBOPE, Paulo de Tarso Montenegro, que além de uma atuação marcante no Grupo, também foi responsável pelo início do processo de engajamento social da empresa.



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