Bom ambiente na Europa?

É para responder a esta questão que o Eurostat (o departamento de estatísticas oficiais da União) publica uma série de informação estatística sobre o ambiente. Da sua análise se verifica que apesar de algumas melhorias na última década, muito falta ainda fazer para melhorar a qualidade do ambiente na Europa.

A análise dos quadros que apresentamos permite verificar que, ao nível do consumo de energia, factor com impacto importante no ambiente tanto porque consome recursos não renováveis como porque contribui para a poluição atmosférica e para as mudanças climáticas, Portugal teve aumentos bastante elevados de 1985 a 1998, 85%, face à média de 16% da União Europeia. Também Espanha e Grécia apresentam crescimentos no consumo de energia bastante acima deste valor. Estes países apresentam, no entanto, consumos per capita muito abaixo da média europeia. Neste indicador, o crescimento foi menor em países como a Alemanha, Suécia, Luxemburgo, Dinamarca e Reino Unido. Nos países do Norte os consumos elevados de energia reflectem também um elevado grau de industrialização e climas mais frios.

Portugal apresenta igualmente crescimentos importantes ao nível dos consumos de gasolinas (gasolina e gasóleo), tal como a Espanha e a Irlanda. Mas nos países ibéricos os consumos deste tipo de combustíveis encontra-se ainda abaixo da média europeia.

A emissão de gases com efeito de estufa é um dos principais responsáveis pelo aquecimento global da Terra. A emissão destes gases baixou 2.5% no conjunto dos países da União Europeia entre 1990 e 1998, em grande parte devido ao decréscimo notado na Alemanha, como resultado do processo de reunificação, e no Reino Unido, como reflexo da reestruturação da indústria de electricidade. A meta acordada para 2008-2012 para o conjunto de países da União aponta para um decréscimo de 8%. Para Portugal os indicadores são menos desfavoráveis, já que a meta permite ainda crescer 37%. Luxemburgo (-28%), Alemanha e Dinamarca (ambos -21%) são os países cujas metas implicam maiores decréscimos na emissão deste tipo de gases.

O volume de resíduos sólidos gerados pelos vários países da União tem crescido nos últimos anos, apesar de também ter aumentado a reciclagem, sobretudo de vidro e papel/cartão. Áustria e Alemanha são os países em que a reciclagem destes materiais é maior: na Áustria, 88% do vidro é reciclado e 69% do papel e cartão também; na Alemanha, 79% do vidro é reciclado, bem como 70% do papel e cartão. Em Portugal, estamos abaixo destes valores, já que reciclamos 44% do vidro e 40% do papel e cartão.


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A poluição do ar apresentou melhorias na União Europeia entre 1980 e 1998: a emissão de dióxido de enxofre (SO2) baixou 68% naquele período, tal como a emissão de óxidos de azoto (Nox), que nesses anos também decresceu 25%; a emissão de compostos orgânicos voláteis não metânicos (COVnm) registou igualmente uma baixa de 25% entre 1990 e 1998. Ainda assim, as diferenças entre os vários países permanecem e, no caso português, a emissão destes gases per capita ainda se encontra acima da média europeia. Também a Grécia, Espanha, Irlanda e Finlândia apresentam valores per capita elevados.


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