eGovernment nos 5 Continentes

A Accenture divulgou recentemente os resultados do seu terceiro estudo sobre eGovernment. Entre 23 países, Portugal ocupa o 18º lugar.

O estudo da Accenture pretende medir a qualidade e maturidade dos serviços governamentais online, bem como o nível de capacidade para a realização de negócios electrónicos com o Governo. A empresa seleccionou 169 serviços governamentais representativos das necessidades de indivíduos e empresas ao longo do seu ciclo de vida e agrupou-os em 9 grandes categorias: serviços pessoais, justiça e segurança pública, rendimento, defesa, educação, transportes, regulação e democracia, procurement e postal.

O estudo, realizado entre 7 e 18 de Janeiro de 2002, consistiu na visita aos sites governamentais existentes nos vários países, assumindo o papel de empresa ou cidadão, ao que se seguiu a classificação dos sites de acordo com o seu grau de maturidade (de simples Publicação, passando pela Interacção até à Transacção).

A empresa distingue 4 grupos de países, de acordo com a diversificação e maturidade dos serviços online: líderes inovadores, desafiadores visionários, actores emergentes e construtores de plataformas.

O índice global de maturidade dá a Portugal o 18º lugar do “ranking”, o que nos coloca no grupo dos construtores de plataformas. De 2001 para 2002 Portugal desce 4 lugares neste ranking, mas regista melhorias ao nível da cobertura e qualidade dos serviços disponíveis (em 2001, 24 novos serviços foram postos online).

A Accenture faz referências positivas ao nosso país nas áreas postal e de rendimento, citando os sites dos CTT(www.telepost.ctt.pt) e Dir. Geral das Contribuições e Impostos (www.dgci.mailcom.pt ) que permitem, nomeadamente, o envio de cartas pela Internet e a entrega electrónica de declarações de rendimentos. A empresa apresenta ainda sugestões de melhorias para alguns sites, como o Infocid (www.infocid.pt) e conclui que o país pode ainda melhorar muito nesta área, oferecendo serviços mais sofisticados aos cidadãos.

Este ranking é encabeçado pelo Canadá, que, com a Singapura e os estados Unidos, constitui o grupo dos lideres inovadores. Na categoria de desafiadores visionários surgem países como a Austrália, Dinamarca, Reino Unido, Finlândia, Hong Kong, Alemanha, Irlanda, Holanda, França e Noruega. No grupo dos actores emergentes encontramos a Nova Zelândia, Espanha, Bélgica e Japão e nos construtores de plataformas, para além de Portugal, situam-se o Brasil, Malásia, Itália, África do Sul e México.





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