Classe social e idade distinguem leitores de imprensa
A análise dos dados do Bareme Imprensa da Marktest relativos à 1ª vaga de 2008 permite concluir que a classe social e a idade são as variáveis que mais diferenciam os indivíduos quando analisados os seus hábitos de audiência de imprensa.
Grupo Marktest, 2 maio 2008

placeholderA análise dos dados do Bareme Imprensa relativos à cobertura máxima de imprensa mostra que a classe social e a idade são as variáveis mais discriminantes, pois são as que revelam maiores diferenças de comportamento entre os indivíduos (medidas pelo desvio-padrão).

Mas este resultado é um pouco diferente se analisamos separadamente os jornais e as revistas. No caso dos jornais, a variável que revela maior heterogeneidade de comportamentos é a classe social, enquanto nas revistas é na análise por idade que se encontram mais diferenças de consumo.

A análise destes dados permite ainda observar que a região é a variável menos determinante no consumo de imprensa, que o género é também uma variável pouco heterogénea, embora seja mais relevante nos jornais do que nas revistas. A ocupação é uma variável onde também se observam comportamentos diferenciados no consumo de imprensa, especialmente no caso das revistas. Refira-se ainda que, relativamente a estas variáveis, os leitores de revistas apresentam comportamentos mais diferentes entre si do que os leitores de jornais.

Segundo os resultados do Bareme Imprensa, 84.3% dos residentes no Continente com 15 ou mais anos leu ou folheou jornais ou revistas no primeiro trimestre deste ano. Os quadros médios e superiores são o target que observa maior afinidade com a imprensa, com 98.1% de cobertura máxima. Os homens, os jovens, os indivíduos das classes sociais alta e média alta, os empregados dos serviços, comércio e administrativos e os residentes nas regiões da Grande Lisboa e do Grande Porto apresentam também valores acima da média. Os reformados e pensionistas, as domésticas, os indivíduos com mais de 64 anos e os pertencentes à classe social baixa, pelo contrário, evidenciam hábitos de leitura de imprensa abaixo da média do universo.

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No caso dos jornais e das revistas, não há grandes diferenças qualitativas, sendo de referir especialmente o facto de, no caso das revistas, as mulheres apresentarem um índice de afinidade superior ao dos homens.

O Bareme Imprensa é o estudo regular da Marktest que analisa os hábitos de audiência de imprensa dos residentes no Continente com 15 e mais anos. Contacte-nos para mais informações sobre este assunto.

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