Genéricos: Médicos contra substituição de prescrição

Segundo uma sondagem da Novadir realizada junto dos médicos Clínicos Gerais sobre os fármacos Genéricos, mais de metade afirmou tencionar não dar autorização para a substituição de receituário de marca por um equivalente genérico.



Genéricos representam 8.3% das prescrições dos Clínicos Gerais

A primeira constatação da sondagem realizada pela Novadir assenta na caracterização da situação actual face à prescrição deste tipo de fármacos: considerando o conjunto do receituário médio semanal, os Genéricos representam 8.3% das prescrições. É junto dos médicos Clínicos Gerais que exercem actividade clínica há menos de 20 anos e residentes no Sul e Ilhas, que esta percentagem é mais elevada, cabendo aos Genéricos cerca de 11% do total do receituário semanal.

Apenas 6% dos clínicos inquiridos afirmou que os fármacos Genéricos não fazem parte de seu arsenal terapêutico actual.






Mais de metade dos médicos Clínicos Gerais não autorizam substituição de prescrição

Perante o aparecimento de um novo modelo de receita médica que contemple a possibilidade do clínico autorizar a substituição da sua prescrição (pelo utente ou farmacêutico) por um medicamento equivalente genérico, mais de metade dos inquiridos pronunciou-se de forma desfavorável: 54% não tenciona dar este consentimento.

Em oposição, 20% dos clínicos inquiridos afirma autorizar a substituição nas circunstâncias descritas. Este valor é significativamente superior junto dos clínicos do Porto (25%) e restante zona Norte do País (31%).






Ficha técnica
Estudo elaborado pela NOVADIR, junto de uma amostra de 110 médicos Clínicos Gerais com representatividade a nível nacional
Recolha: 15 Novembro a 3 Dezembro 2002

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