Medicamentos não sujeitos a receita médica fora da farmácia: a opinião dos médicos

Novadir,  19 maio 2005

Após ter procurado a opinião dos farmacêuticos, sobre a venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM) fora da farmácia, a NOVADIR foi agora aferir a sensibilidade de médicos, Clínicos Gerais, sobre este medida algo polémica.

Concorda com a venda de MNSRM fora da farmácia (%)
Base Farmacêuticos: 206
Base Médicos: 153

Farmacêuticos contra, Médicos a favor!

Ao contrário dos farmacêuticos, a grande maioria dos Clínicos Gerais (78%), com prática em Lisboa, Porto e Coimbra, encontra-se a favor da venda de medicamentos não sujeitos a receita médica em outros locais que não a farmácia.

Riscos para o utente numa venda não apoiada de MNSRM (%)
(principais referências, respostas múltiplas)
Base Farmacêuticos: 206
Base Médicos: 153

Em oposição à opinião dos farmacêuticos, a opinião de quase metade dos clínicos inquiridos é a de que os riscos, existentes na venda de MNSRM não apoiada por um técnico farmacêutico, são os mesmos que existem na compra directa na farmácia (24%), ou simplesmente não existem quaisquer riscos (24%).

Os médicos que identificam riscos específicos neste tipo de venda, apontam como principais, o aumento da automedicação e um consumo excessivo de medicamentes e os efeitos secundários inerentes.

Factores que estão a motivar o Governo a colocar os MNSRM à venda fora da farmácia (%)
(principais referências, respostas múltiplas)
Base Farmacêuticos: 206
Base Médicos: 153

Os interesses económicos, políticos e sociais são também apontados pelos Clínicos Gerais dos grandes centros urbanos, como o principal racional para a intenção do Governo em colocar à venda MNSRM fora da farmácia. Por outro lado, ¼ dos clínicos inquiridos pensa que esta medida está a ser tomada no sentido de beneficiar o utente, quer em termos económicos, quer em termos de acessibilidade aos medicamentos - visão contrária à dos farmacêuticos.

Ficha técnica

Sondagem realizada pela NOVADIR, empresa do Grupo Marktest, junto de:
  • Farmacêuticos - amostra aleatória de 206 profissionais de farmácia (Directores Técnicos e Farmacêuticos) com representatividade a nível nacional, com recolha no dia 23 de Março de 2005;
  • Médicos - amostra aleatória de 153 médicos de Clínica Geral, com práctica clínica em Lisboa, Porto e Coimbra, com recolha durante o mês de Abril de 2005.

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