Medicamentos não sujeitos a receita médica fora da Farmácia: a opinião dos farmacêuticos
Novadir, 31 março 2005

placeholderNo seguimento da medida anunciada pelo Governo relativa à venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM) fora da farmácia e após discussão acesa dos diferentes agentes no processo, a NOVADIR foi saber a opinião dos farmacêuticos, sobre alguns dos assuntos em debate, através de uma sondagem telefónica com representatividade a nível nacional.

Em resposta à questão "Concorda com a venda de medicamentos não sujeitos a receita médica em outros locais que não a farmácia, como por exemplo, em hipermercados e estações de serviço", a resposta é claramente negativa - 93% dos Directores Técnicos e Farmacêuticos inquiridos não concordam com esta medida do Governo.

Quanto aos requisitos que os poderá levar a concordar com a venda neste tipo de estabelecimentos comercias, as opiniões dividem-se - metade dos inquiridos só concorda se estiver presente em cada ponto de venda um técnico especializado, enquanto que a outra metade não concorda em nenhuma circunstância.

Concorda com a venda de MNSRM fora da farmácia (%)
Base: Totalidade dos inquiridos (206)

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Não concorda: Requisitos que levariam a concordar com a venda de MNSRM fora da farmácia (%)
Base: Inquiridos que não concordam (190)

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Caso a venda de MNSRM não tenha um apoio permanente de um técnico farmacêutico poderão ser elevados os riscos para o utente, de acordo com a opinião da quase totalidade dos inquiridos.

Os farmacêuticos receiam o aumento da automedicação e um consumo excessivo de medicamentes, bem como a sua utilização incorrecta, nas patologias e dosagens indicadas.

Intoxicações, efeitos adversos, interacções medicamentosas, sobredosagem e contra-indicações são os principais riscos existentes para o utente na óptica dos farmacêuticos.

Riscos para o utente numa venda não apoiada de MNSRM (%)
Base: Totalidade dos inquiridos (206)

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Quase metade dos farmacêuticos relaciona a intenção do Governo de colocar à venda MNSRM fora da farmácia com pressões exercidas por lobbies, nomeadamente, lobby dos hipermercados e da indústria farmacêutica, e também, interesses económicos e políticos do Governo.

Os benefícios para o utente, em termos de acessibilidade e redução de preços, não são vistos pela maioria dos farmacêuticos como as principais razões que motivam o Governo.

De salientar ainda que cerca de ¼ dos farmacêuticos não encontra racionais para esta medida.

Factores que estão a motivar o Governo a colocar os MNSRM à venda fora da farmácia (%)
(principais referências)
Base: Totalidade dos inquiridos (206)

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Para percebermos em termos económicos qual o impacto que esta medida poderá ter nas receitas das farmácias, fomos tentar identificar quanto valem os MNSRM no volume de negócio das mesmas.

Segundo 25% dos inquiridos, a venda de MNSRM vale aproximadamente 5% do total das vendas da farmácia. Em média, considerando todas as referências, esta fatia do negócio vale cerca de 8% do total. Cerca de 1/3 dos inquiridos não sabe ao certo quanto representam as vendas destes medicamentos nas suas farmácias.

Quanto representam, aproximadamente, as vendas de MNSRM na farmácia (%)
Base: Totalidade dos inquiridos (206)

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Ficha técnica

Sondagem realizada pela NOVADIR, empresa do Grupo Marktest, junto de uma amostra aleatória de 206 profissionais de farmácia (Directores Técnico e Farmacêuticos) com representatividade a nível nacional, no dia 23 de Março de 2005. Para um intervalo de confiança de 95% a amplitude máxima de erro é de +/- 6.54%

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